Produção de games

Vendo alguns post da http://updateordie.com achei um bem interessante que fala sobre o mercado de games.

Vou pegar todo o texto feito pelo Gustavo Giglio que deu mais que uma resenha do documentário feito sobre o tema, mas entrevistou personagens nacionais conhecidos mostrando o mercado nacional de games.

Segue texto na íntegra e vale a pena conferir o blog do cara.

O mercado de Games | indie ou não

por Gustavo Giglio | games

“Após 50 anos de história, chegamos na 7ª geração dos consoles. Chamaria de 7,5ª a geração do Wii e tudo o que derivou dele, PS Move, Kinect, Wii U. Uma geração focada na experiência, na socialização e na casualidade. A maior parte do tempo a evolução foi ditada pelo poder gráfico e pela capacidade de processamento dos hardwares, exigências típicas do público hardcore, noto que vivemos hoje um regresso ao simples. Simples, mas divertido. Simples, mas democrático. Afinal, todo e qualquer bisavô no planeta hoje parece ser um gamer em potencial.” – Israel Mendes | Aquiris 

Indie Game: The Movie é um documentário sobre o processo criativo e sobre alguns dos vários artistas responsáveis por jogos independentes e as dificuldades para lançá-los no mercado. O filme conta a história de uma dupla lançando seu primeiro jogo importante para o XBOX, o “Super Meat Boy”. Segue um criador expondo pelo primeira vez um game de sua autoria em uma feira e, o making of do trabalho do designer responsável por um dos jogos de maior audiência de todos os tempos, o “Braid”. O filme precisa de ajuda para ser finalizado, eis o projeto no Kickstarter.

Vendo o trailer, lembrei na hora de três pessoas que tive o prazer de conhecer e conversar sobre o mercado recentemente. São profissionais que batalham por este mercado no Brasil. Bati, então, um papo rápido com eles para tentar descobrir um pouco mais sobre o mercado nacional. Quanto mais eu nado neste segmento percebo como temos profissionais bons e capacitados, comprovo o interesses de marcas, agências e possibilidades gigantescas.

Para Guilherme Tsubota, da 8D Games (uma boutique de games, desenho animado, jogos e MMO para diversos públicos, principalmente o infantil): “o mercado nacional segue aquecido, como sempre foi. Existe uma “bolha”, uma procura exagerada de investidores por aventureiros para criação de jogos, o que é perigoso pois muitas pessoas poderão acabar sem emprego no futuro. Por outro lado é ótimo para empresas consolidadas como a 8D Games, que já possui experiência e nome no mercado. Para os profissionais, a demanda por emprego aumentou. Acredito que é temporário, pois muitas dessas novas empresas fecharão as portas. Mas de qualquer forma é legal pois dá um ânimo ao mercado. Lançamos recentemente uma rede social de piadas e standup, oSuper StandUp e estamos trabalhando as nossas marcas e franquias de games, preparando o lançamento de 2 MMOs, um para público infantil e outro adolescente, alguns jogos de iPhone, Android e Windows Phone e claro, projetos envolvendo Kinect.”

Já Israel Mendes, diretor de criação, game designer e escritor da Aquiris Games Studio (estúdio desenvolvedor localizado no sul do Brasil, em seu quarto ano de atividade, trabalhando para empresas como Cartoon Network, Globo, Coca-Cola, Electronic Arts – responsáveis por este projeto abaixo, por exemplo -), acredita que, após ter visitado a GDC e a E3, conseguiu fazer um diagnóstico interessante do momento atual.

“O mercado de games mundial segue forte, mas não com o vigor de alguns anos atrás. Ouvi até rumores de crise pelos bastidores. Não acredito que isso seja algo realmente sério. Penso que a definição mais adequada seja: transição. Na E3, conversei com o sócio da Earbash, uma produtora de áudio que já sonorizou alguns capítulos das franquias Call of Duty, Fifa, Quake, entre outras, que de certa forma confirmou esse sentimento.

O Brasil está em alta. Existem diversas especulações sobre o potencial do nosso mercado. O Le Monde, por exemplo, publicou semana passada um artigo sobre o Brasil, referindo-se a nós como eldorado dos games. A Aeria Games, um publisher japonês, agressivo, que trabalha com títulos free-to-play (modelo em que você não paga pelo jogo, apenas por virtual goods), vem estudando Brasil e LATAM economicamente desde 2009 e ano passado se estabeleceu em São Paulo. Um outro sentimento é o da diversificação. Em especial por parte das grandes produtoras. Elas estão procurando cada vez mais plataformas menores e variadas. Nessa E3, por exemplo, fomos sondados por algumas blockbusters para portar títulos de peso para as plataformas iOS e Android. A questão da portabilidade está associada ao expertise que as produtoras possuem (ou não) em determinadas ferramentas. A Unity 3D é uma das mais badaladas em virtude do leque de plataformas nas quais um mesmo game pode ser lançado. Outro ambiente visado pelas gigantes é o das redes sociais. Já existem empresas especializadas apenas em portar para o Facebook hits casuais que fizeram sucesso. Build once, release everywhere é o mantra.”

E por final, conversei com Bruno Mikoski, da MonsterJuice, que tem mais de sete anos de experiência em aplicações web e criação de games. A Monster, com sede em Curitiba é especializada no desenvolvimento de mobile games para usuário final e também advergames (a empresa foi recentemente incorporada pela FingerTips). Bruno disse que: “o mercado de jogos esta mais aquecido do que nunca, acredito que a mudança deu-se em 8 de dezembro de 2006 qundo a Nintendo lançou seu o Nintendo WII, aproximando a massa casual do mercado dos jogos, mostrando que jogos poderiam sim ser alguma coisa divertida e diferenciada e que não precisava ser taxada como uma coisa infantil. Somado a explosão das redes sociais, o ato de “jogar” ganhou muito em atratividade. Interatividade é a chave para esse envolvimento.”

About patriciaprado

Atualmente a análise e a interpretação de dados tornou-se um método poderoso para se alcançar o tão almejado diferencial competitivo. A visualização de dados e infografia se apresentam como ferramentas poderosas para extrair e sintetizar as informações mais relevantes e torná-las palatáveis aos sentidos humanos. Neste sentido, o blog visa rever e discutir algumas considerações importantes deste universo informacional da visualização de dados e da infografia. Além de buscar entender a importante relação entre a forma e a informação e como elas são utilizadas para se obter o diferencial competitivo. Ver todos os artigos de patriciaprado

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: